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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pobre de mim... Pobre de nós...

Como fazer para derrotar o orgulho? E como fazer a humildade imperar em um reino onde a amargura, o ressentimento e a falta de perdão insistem em impregnar nas pessoas?

Todos são orgulhosos, mas eu não! Jamais, enquanto criatura salva, poderia deixar o orgulho reinar em mim! Sou realmente mais destacado, e tenho certeza de que faço sempre a vontade de Deus!

E quanto ao pecado? Todos à minha volta tem a ficha suja, mas eu não! Os meus pecados são mais leves, são deslizes apenas. Deus não se importa tanto com os meus, pois Ele conhece o meu coração!

E assim, a igreja vai cedendo à vontade do anjo de luz, brilhando (?) em cada membro, em separado, mas nunca iluminando o céu com um clarão de luz completa.

A começar por mim, quero ver meu orgulho quebrado, humilhado, destruído. Quero sentir a alegria de, no pó, no lamaçal de pecado, orgulho e dor, sentir o sangue me lavando, e me mostrando que sou um com o outro.

Os fracos pecam pelo orgulho, os fortes pelo desprezo. Enquanto todos os elos não estiverem ligados à corrente, jamais experimentaremos comunhão verdadeira. Pobres de nós! Tamanha riqueza à frente, e nunca a conheceremos!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Restauração e a reação do cristão


Raras vezes escrevo à mão, mas ao terminar de ler a carta de Paulo à Tito, e remeter à história, me coloco em punhos* para falar sobre algo que julgo relevante e pouco falado: restauração.

Muito se fala sobre arrependimento, pecado e santidade, temas muito relevantes e certamente dignos de toda a atenção e prática do cristão. Porém, o que se pode dizer da ação restauradora de Deus?

A carta a Tito é repleta de recomendações e pensamentos sobre pureza, sendo a máxima expressa em Tt 2:7, onde o próprio Tito é exortado para que seja, antes de todos, aquele que tem as características dos que vivem cheios de Deus (Tt 2:1-6).

A restauração é totalmente capaz de nos trazer de volta virtudes e a capacidade de apoiar o Ministério. A restauração nos mostra a face da graça, e nos coloca com os joelhos imersos no sangue precioso. Infelizmente, muitas das vezes, somos confrontados com nosso passado, e levados a relembrá-lo de maneira forçosa. Nesse instante, creio que muitas podem ser nossas reações. Vou expor as que entendo existirem a partir do que conheço.

Podemos nos sentir desestimulados, envergonhados, ou até mesmo derrotados. Porém podemos olhar para o nosso passado (aquele do qual não queremos lembrar) e ver a Luz, que não vem de outro lugar que não do Trono.

A desmotivação, vergonha ou derrota são, certamente, armas do inimigo para tentar desconstruir a restauração promovida pelo Pai. Quando nosso passado é jogado à nossa frente, certamente nos sentimos inferiorizados. Não temos orgulho de tudo que está lá, e muitas dessas coisas, se possível, apagaríamos das nossas vidas. 

Mas é preciso mudar. 

Se fomos, sinceramente e humildemente, perdoados, como poderemos dar ouvidos à mentira sutil e manhosa que diz: "Você não é ninguém, e não tem uma vida digna"? Antes, se cremos que Deus é perdoador, e atenta ao coração sincero, devemos nos agraciar com a transformação através do perdão, com o sangue derramado por nós, pecadores incompetentes e infiéis.

Uma vida repleta de Deus é uma vida onde o passado tem a única finalidade de nos mostrar o quanto avançamos na fé, o quanto amadurecemos, e como nosso caráter foi lapidado diante de Deus e do mundo.
"Quero que vocês permaneçam firmes em todos esses aspectos, para que todos os que puseram a confiança em Deus se concentrem nos elementos essenciais, benéficos à todos" Tt 3:8**
Que o nosso passado não nos impeça de construir o futuro, e que os planos divinos sejam sempre nosso alvo, pecadores que somos, mas cheios da graça transformadora. TRANSFORMADORA.

Soli deo gloria
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* Esse texto foi originalmente escrito à mão, a partir da devocional feita sobre a carta de Paulo a Tito
** Versão "A Mensagem; Bíblia na Linguagem Contemporânea"